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Crítica: O Rei do Show

Pra quem gosta de musicais e quem procura apenas por adjetivos que caracterizem a obra, então posso resumir com: Espetacular! Maravilhoso! Imperdível!

O musical não apenas cumpre magistralmente a sua função de fornecer belas músicas, com letras poéticas e lindas melodias (estilo "City of Stars", de "La La Land"), que provavelmente não irão sair da sua cabeça por um tempo, como também entrega um filme bem dirigido, com uma esplêndida fotografia, figurinos perfeitos e fiéis à época em que a história é contada, e atuações brilhantes. Um filme típico merecedor de uma chuva de troféus em premiações (se algumas destas infelizmente não fossem políticas e tendencionistas).

Já que citei La La Land, é digno de nota avisar que os compositores são os mesmos (Benj Pasek e Justin Paul).  Já o diretor é estreante (Michael Gracey), que fez um excelente trabalho. Do elenco, obviamente se destaca Hugh Jackman (pra quem se espantou com sua voz, este não é seu primeiro musical. Também fez o maravilhoso "Os Miseráveis"), mas todos os que soltam a voz estão ótimos (Michelle Williams, Zac Efron, Zendaya, Rebecca Ferguson, Keala Settle (a mulher "barbada"), as crianças e a "trupe" do circo). OK, não tenho conhecimento técnico suficiente para saber quanto de ajustes técnicos nas vozes foi realizado, mas o cinema (assim como o circo) não é um grande palco de histórias, fantasias e enganação? Se tudo na tela são atuações, por que vou me importar se houve retoque nos áudios? O que importa é que passaram credibilidade e o objetivo foi alcançado com sucesso.




O filme é baseado (ou seja, romanceado) na história real do showman P. T. Barnun. Nascido pobre, filho de um alfaiate, se apaixonou desde criança pela filha de uma família muito rica, mas sofria preconceito por ser pobre. Prometeu a si mesmo que ia vencer na vida e mostrar para a classe burguesa sua vitória. Precisou aprender coma vida desde cedo a conseguir se sustentar, o que inclui algumas atividades não muito lícitas. Já casado com a mulher de seus sonhos e com duas filhas, consegue enganar um banco para obter um empréstimo e assim comprar um museu. Em pouco tempo, ele percebe que precisa algo diferente, e então sai em busca de pessoas "excêntricas", exóticas e diferentes. Barnun, então, cria um circo de variedades, nomeado por ele como "O maior show da Terra" (The Greatest Show). O problema: ainda é muito difícil para as pessoas aceitarem as diferenças...




Fica o aviso: o que importa não é a história do protagonista, mas sim a forma como as músicas se encaixam no roteiro durante sua trajetória, sua interação com os outros personagens e durante as etapas de sua vida. Não espere nada tradicional, pois o objetivo aqui é fazer você apreciar o que está sendo oferecido na tela - de forma visual e auditiva. Desafio a você (que gosta de musicais, claro) a não sair do cinema com um sorriso no rosto cantando ou assoviando as músicas do filme, que por acaso é uma melhor do que a outra.

O longa é uma mistura de um musical moderno, um conto de fadas, romances e, pra mim o ponto principal, as diferentes formas de se lidar com o preconceito e a discriminação. Pessoas estereotipadas, marginalizadas, motivos de piadas ou de repúdio, mesmo fazendo parte de um "show de horrores", conseguem mostrar que são pessoas comuns, cheias de beleza e talento. Interessante refletir como quem mais se diverte com o circo são as crianças, que não ligam o bizarro, pois estão lá para se divertirem. Como as pessoas vão se enchendo de preconceito com o passar dos anos e a influência da sociedade à medida em que a pureza vai se esvaindo. Sim, o gordo não é tão gordo, o alto não é tão alto, existe uma "enganação" no show, mas - assim como o nome diz - é um show, um entretenimento. Uma coisa é ser enganada pessoalmente, profissionalmente, socialmente. Outra coisa é você pagar e propositadamente ser enganado momentaneamente enquanto você se diverte junto a um coletivo que vai mexer com a sua imaginação de forma lúdica. A mágica é um truque, as fantasias são um disfarce, os efeitos especiais no cinema também são ilusão. O que importa é a diversão ser real.

P.S.: Playlist Spotfy - de nada!


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