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Crítica: O destino de uma nação

O destino de uma nação é mais um drama político feito sob medida para concorrer à várias categorias do Oscar e demais premiações (e certamente levar pelo menos uma, que detalharemos mais abaixo). Mas a expressão "mais um" não deve desmerecer a obra. Pelo contrário, é um belo exemplar no que tange aos quesitos técnicos (edição, som, roteiro), a forma como a história é contada e exibida na tela (bons cortes de câmera, planos-sequência, diálogos e explicações) e atuações.

Mas também é necessário dizer que o filme tem o seu "nicho". Se você gosta de filmes históricos, políticos, biográficos (embora romanceados), estilo Lincoln, então à esta altura você provavelmente já assistiu ou devia assisti-lo imediatamente. Se você acha este estilo de filme arrastado, monótono ou cansativo, pode ser que você realmente ache isso tudo mesmo. Mas as atuações, principalmente de Gary Oldman, já são motivos suficientes para conferir o filme.

O primeiro ponto de interesse do filme para mim foi cultural. Quantas vezes você já ouviu o nome Winston Churchill como nome de rua, de escola, algum monumento ou mesmo uma referência a uma frase ou poema? A obra mais recente do Dan Brown, "A Origem", cita este nome a todo momento. Um personagem histórico, que teve uma importância fundamental durante a Segunda Guerra Mundial, não apenas para a Grã-Bretanha, mas para todo o planeta, e que boa parte das pessoas simplesmente só sabia o nome. O roteiro foca em apenas 3 semanas, período em que Churchill se torna primeiro-ministro e precisa enfrentar um dilema político e moral: autorizar a negociação de um tratado de paz negociado com a Alemanha nazista ou seguir na guerra, mesmo em desvantagem, na luta contra a ditadura de Hitler. O filme cumpre bem o papel de informar, pelo menos com relação a este período, sua contribuição política e histórica (novamente, adaptações à parte; um filme baseado em uma história real sempre tem que ser levado em conta a palavra "baseado").




O segundo ponto de interesse são as atuações. Gary Oldman está simplesmente magistral como o primeiro-ministro britânico. Papel este que provavelmente lhe renderá o merecido destaque em todas as premiações do ano. E não apenas pela caracterização física, mas pelo inteiro conjunto da obra. Com um destaque um pouco menor, mas que mantém sua presença durante quase todo o tempo, é a lindinha Lily James (Cinderela, Baby Driver), que vem conquistando seu espaço aos poucos. Alguns poderão achar que seu papel era de mera coadjuvante, mas suas expressões faciais foram fundamentais para alguns momentos que exigiam maior dramaticidade. As demais atuações (Ben Mendelsohn, John Hurt, Kristin Scott Thomas, Richard Lumsden, Stephen Dillane) são competentes.

O meu último destaque é o exemplo. Por mais óbvio que foi mostrado apenas a parte que melhor convém ao personagem naquele momento, com ênfase para o lado heroico e humano de Churchill, em tempos no mínimo conturbados que a política brasileira está passando neste momento, seria tão bom aparecer alguém com este nível de coragem... Um pequeno spoiler: em um determinado momento, Churchill tem uma interessante conversa com cidadãos comuns. E a opinião do povo foi mais importante para ele que a opinião de seus companheiros de partido. Quem ficou com inveja aqui levanta a mão (ou faz um ✌)


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