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Crítica: linda de morrer

A cirurgiã plástica Paula (Glória Pires) desenvolve uma fórmula experimental à base de comprimidos para eliminar celulites chamado Milagra, mas sofre efeitos colaterais e morre. Com a ajuda de um psicólogo/médium (Emílio Dantas), seu espírito precisa entrar em contato com sua filha (Antônia Morais) e evitar que seu sócio (Ângelo Paes Leme) coloque o nocivo produto no mercado.

Com uma temática espiritualista, mesmo levando a trama no (bom) humor, a meu ver não desrespeitou nenhuma doutrina ou religião. Por outro lado, não faz a menor questão de difundir, fazer qualquer tipo de apologia ou mesmo levantar qualquer questionamento filosófico/religioso (embora a diretora Cris D'amato e os roteiristas tenham tido cuidado de inserir alguns elementos que realmente condizem com a temática), mas o intuito aqui é apenas auxiliar na comédia, e fazer vários trocadilhos com palavras e fatos relacionados à morte. A questão da estética e busca pela beleza também não é aprofundado, sendo mais como pano de fundo para ter uma história.

Como a maioria das comédias nacionais, contém diversos clichés e alívios cômicos (como o da empregada), considerados essenciais pela maioria dos roteiristas, O fato de um dos personagens ser médium também traz várias situações já clássicas do tema, como a incorporação, conversar com espíritos em locais públicos, etc. Nada inovador, como também nada além do que se espera de uma comédia descompromissada que tem por objetivo entretenimento, sem a menor pretensão de ser levado a sério. Vindo da Globo Filmes, se saiu até melhor do que eu esperava. 

Na verdade, o filme é mais uma oportunidade para vermos Gloria Pires brilhar na tela com seu talento. Co-responsável por duas das maiores bilheterias desde a retomada do cinema nacional com "Se eu fosse você" 1 e 2, mostra que continua afiada na comédia. O elenco de apoio ajuda na fluidez da história e nas boas sacadas, com destaque para Emílio Dantas e Antônia Morais (filha de Glória Pires), ainda adquirindo experiência, mas fazendo juz ao DNA da família. Suzana Vieira faz uma boa participação especial. Já Ângelo Paes Leme está caricato e mal aproveitado.



É uma comédia nacional interessante. Sem muita apelação, garante boas risadas e ainda traz uma mensagem sobre exageros estéticos e relacionamentos entre mãe e filha. Apesar de ser bem direcionado ao público feminino, pode agradar a todos. Uma boa pedida para quem curte comédia e que deve funcionar bem como diversão em home-vídeo e posteriores sessões da tarde.

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