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Crítica: Meu Passado me Condena 2

 Meu Passado me Condena 2. 108 min. Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) enfrentam a primeira crise conjugal. Ela pede o divórcio, mas acaba sendo convencida a embarcar com ele para Portugal para consolar o avô (Antônio Pedro), que acabou de ficar viúvo. Tentando esconder de todos que estão à beira da separação, Fábio e Miá vivem situações hilárias e inesperadas que acirram ainda mais a crise no casamento. Sequência da comédia que levou mais de 3 milhões de pessoas ao cinema em 2013.

O ideal é que você assista ao primeiro filme para compreender melhor o segundo, mas se não teve a oportunidade, consegue assistir este aqui tranquilamente. Após os eventos do primeiro filme - um casamento relâmpago após um mês de relacionamento e uma lua-de-mel conturbada em um cruzeiro, o segundo filme antecipa a famosa crise dos 7 anos de casamento para uma crise dos 3. Nesses primeiros anos de casado, Fábio continua um garoto brincalhão, despreocupado e sem muitas responsabilidades, enquanto Miá continua meio paranoica, impaciente e extremamente responsável com seu trabalho e sua vida, o que acaba fazendo com que ela se torne chata e "reclamona". Estilos completamente diferentes, em uma relação que se desgastou com o tempo, fazendo com que o casamento se torne uma DR interminável.

No momento em que Miá pede a separação, Fábio recebe uma ligação de seu avô Nuno (Antonio Pedro) e a convence a acompanhá-lo para Portugal ao enterro de sua avó, onde vê nisso também como uma oportunidade para salvar seu casamento. Sai o cruzeiro, entram as lindas terras portuguesas (esses atores são muito sortudos, vivem rodando o mundo para gravar filmes e novelas) e os problemas continuam. Lá eles encontram a namoradinha de infância de Fábio, Ritinha (Mafalda Rodiles) e seu noivo (Ricardo Pereira), antigo rival. Eles também reencontram o casal de trambiqueiros Wilson (Marcelo Valle) e Suzana (Inês Viana), agora donos da funerária da cidade. E seguimos a máxima que os cenários e as pessoas podem mudar, mas os problemas nunca terminam. São apenas de natureza diferente... 

É uma comédia romântica. Por este gênero, deve ser entendido que não se trata de uma comédia pastelão, paródia ou aquele tipo de filme feito somente para a pessoa rir (ou, pelo menos, tenta fazer isso). Portanto, não espere ver uma coleção de situações cômicas no estilo porta dos fundos ou um stand-up de 1:30hs do Porchat. Aqui se segue aquela fórmula de um casal apaixonado (ou que se apaixona), surgem diversas situações engraçadas ou de conflito que podem colocar em risco o seu relacionamento e que, no final, faz o público torcer por um final feliz. Cliché? Genérico? Previsível? Sim, o estilo de filme pede isso e é o que o público-alvo procura. Comédias românticas são feitas para serem assim. Não importa a "mesmice", mas a forma como a história está sendo contada e a empatia que os personagens causam com os espectadores. Portanto, é um filme sobretudo para o público que gosta do estilo. Para quem acha o Porchat caricato ou exagerado demais ou para quem busca um humor mais pesado, não é a escolha ideal. Para os que apreciam o gênero, assistam o filme e valorizem o cinema nacional.

 E, sendo muito sincero, para alguém que gosta muito desse estilo e já perdeu as contas de quantos filmes já assistiu, posso afirmar que "Meu passado...2" não deve em nada a qualquer comédia romântica filmada lá fora, e é até mesmo superior a muito longa famoso com ator ou atriz hollywoodiana. E isso acontece por diversos fatores, que se encaixaram perfeitamente. 

Primeiramente, o estilo de direção de Julia Rezende (que também dirigiu o primeiro filme) e da roteirista Tati Bernardi (a mesma da série de tv), que conseguem transmitir uma história coesa, leve, com um bom ritmo, sem apelação e com personagens bem desenvolvidos. Mesmo a franquia sendo uma série de tv do Multishow, uma peça de teatro e agora com filmes para o cinema, os personagens têm fôlego para contar novas e interessantes histórias. E isso também se deve em muito ao segundo fator: os protagonistas.

Fábio Porchat é de uma inteligência e velocidade de raciocínio admiráveis.  O recente "Entre abelhas" mostrou que ele não é apenas um comediante, mas é fato que é nesse ramo que ele fica mais à vontade, onde conta muito a sua experiência, capacidade para improviso e talento natural para o ramo. A Miá Mello é tão carismática quanto o Porchat, além de linda e competente. Formada em publicidade e artes cênicas e passando por programas de humor, auditório, novelas, teatro, cinema e até mesmo uma banda de hip-hop, consegue unir todo o seu conhecimento adquirido com um talento também afiado para a comédia. E quando os dois se juntam, fica algo tão natural que parece que eles nem estão atuando. Decisão mais do que acertada usarem os próprios nomes para os personagens, o que torna tudo ainda mais convincente. A química entre os dois é fantástica e faz com que seja ainda melhor acompanhar o filme. Se tiver o terceiro, irei assistir!

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