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Crítica: Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros

Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros (Jurassic World - 2015). 124 min. O parque enfim está aberto ao público. A equipe de cientistas continua a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. No entanto, uma delas logo adquire inteligência bem mais alta e se torna uma grande ameaça para a existência humana. Dirigido por Colin Trevorrow e produzido por Steven Spielberg.

Desde 1993, ao término do primeiro Jurassic Park, eu torcia por uma continuação direta. Podemos dizer que os filmes 2 e 3, com qualidade decrescente, utilizaram o universo criado pela franquia, mas não aproveitaram os ganchos deixados pelo primeiro - ao menos, não como eu gostaria. Pelo visto aqueles frascos com embriões que foram roubados pelo gordinho Dennis e caíram na selva ficaram por lá mesmo. Mas o que importa é que, mais de 20 anos depois, o parque está aberto e o sonho de John Hammond (Richard Attenborough - falecido em 2014) foi realizado. Estamos de volta à ilha Nublar.

O filme já começa com o parque temático consolidado, funcionando tal como um Seaworld. Temos algumas breves cenas do funcionamento das atrações do parque, como um mini-golfe, "fazendinha" para as crianças, brincadeiras de escavação infantil, locais para exibição de animais terrestres e aquáticos (saem as baleias e entra um Mosassauro) e até um safari moderno, onde os jeeps foram substituídos por veículos chamados girosferas, e a deixa para vermos o aprimoramento da computação gráfica e conferir as várias espécies de dinossauros. além dos clássicos T-Rex, velociraptors, pteranodontes e tricerátops, temos novas espécies. Não pouparam despesas! O local perfeito para crianças e curiosos que sempre quiseram ver dinossauros vivos, após 75 milhões de anos. A cena que mostra o parque inteiro e funcionando, com aquela trilha sonora clássica do John Williams, tem QUASE o mesmo impacto de uma cena similar do primeiro filme quando Dr. Grant (Sam Neil) vê os dinos pela primeira vez (e nós também). Quase porque ninguém tira a emoção e grandiosidade daquela cena. Aliás, o filme é cheio de referências e homenagens aos filmes anteriores, sobretudo ao primeiro.  

Mas, seguindo a máxima de que um parque deve, acima de tudo, gerar lucro e manter o interesse dos visitantes, os cientistas e executivos do parque estão buscando sempre proporcionar uma nova atração por ano. Após 20 anos de "desextinção", apenas ver os dinossauros já está começando a perder o status de novidade. Convenhamos, por mais que seja algo lindo de se ver na tela, e, ainda que particularmente gostaria de que o filme demorasse um pouco mais mostrando o parque, seria difícil o filme se sustentar ou ter história que prendesse a atenção do espectador durante 2 horas só mostrando as pessoas se divertindo nas atrações do parque.  E, como o parque é composto por dinossauros, nada mais óbvio do que as atrações serem mais dinossauros. E, depois que as espécies conhecidas acabam, cabe a engenharia genética criar novos dinos híbridos, combinando o DNA de dinossauros e outros animais. E aí temos o personagem responsável por uma boa parte da história: o Indominus Rex.

O bichinho é responsável pela maior parte das cenas de ação. Por ser geneticamente modificado, o animal se torna praticamente um X-Dino com novas habilidades. E não é spoiler algum dizer que ele não ia ficar muito tempo confinado no cativeiro (já viu algum parque ou zoológico seguro nos cinemas?). E enquanto os responsáveis ficam no dilema entre capturar vivo ou morto um experimento de alguns milhões de dólares, nosso amigo RexZilla sai por aí matando geral, por esporte mesmo. 

Aqui entram os personagens humanos. Temos a classe que serve como clichés alimentares e os que tem maior importância na história. Desse meio destacamos Owen (Chris Pratt - Starlord), um domador de velociraptors que assume o posto de herói da vez, seu ajudante Barry (Omar Sy - Intocáveis), a Drª. Claire (Bryce Dallas Howard - Homem-Aranha 3) e seus saltos mágicos inquebráveis que lhe conferem supervelocidade, o novo proprietário-piloto-investidor do parque Masrani (Irffan Khan - As aventuras de Pi), o cientista Dr. Wu (BD Wong - Jurassic Park I), que faz um interessante elo entre o primeiro filme e este aqui, e os irmãos Zach (Nick Robinson), que precisa conciliar as funções de adolescente com excesso de hormônios e cuidador do caçula, e Gray (Ty Simpksins), que personifica perfeitamente a admiração infantil que muitos possuem pelos dinos, além de ser responsável por boas tiradas cômicas e cenas de ação. Também temos um núcleo militar encabeçado por Hoskins (Vincent D'onofrio) que, na minha opinião, se torna o ponto fraco da história e do roteiro. Mas ao menos diversifica o cardápio...

Esqueça ou minimize furos de roteiro, clichés e cenas forçadas, o filme é um ótimo blockbuster. Divirta-se! Já que não pode ser no parque ao vivo, que seja no cinema. Assuma novamente seu lado criança ao rever aqueles seres gigantes na tela, leve sustos, sinta a mistura do clima de nostalgia com o novo vigor da franquia. Torça pelos personagens. Escolha seu lado! (você pode torcer pelos bichos, por que não?) 

Em se tratando de Hollywood, novas sequências podem surgir. Se por acaso ficar por esse aqui, foi um fechamento digno, uma ótima homenagem, exaltando o primeiro filme e respeitando a franquia. A julgar pelos absurdos números de bilheteria apenas com o final de semana de estreia, aparentemente o fascínio das pessoas por dinossauros não terminou. Que bom!

P.S: Se quiser conhecer melhor o parque, tem até site oficial: http://br.jurassicworldintl.com/ (mas provavelmente o parque vai ficar em manutenção por algum tempinho)

2 comentários:

  1. Leo, não sei se é pq assisti depois de tomar umas, mas considerei um dos piores filmes que assisti no cinema. Péssimo!!!! :'(

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  2. Leo, não sei se é pq assisti depois de tomar umas, mas considerei um dos piores filmes que assisti no cinema. Péssimo!!!! :'(

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