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Crítica: Vingadores: Era de Ultron

Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron - 2015). 141 min. Quando Tony Stark tenta reiniciar um programa de manutenção de paz, as coisas não dão certo e os super-heróis mais poderosos da Terra, incluindo Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta. Com o aparecimento do vilão Ultron (James Spader), a equipe dos Vingadores tem a missão de neutralizar seus terríveis planos.

Na euforia, logo após assistir ao filme no cinema, considerando que sou muito fã dos vingadores, e tentando escrever sem revelar nenhuma surpresa (os "im"populares spoilers), começo afirmando que o diretor Joss Whedon conseguiu novamente! Reuniu a equipe de super-heróis em uma história que consegue intercalar bem cenas de ação, humor e drama, com espaço para todos os personagens.

Como a equipe original do primeiro filme já está mais do que consolidada, e também por não ser mais novidade reuni-los em um mesmo filme, o desafio era não cair no "mais do mesmo" ou simplesmente utilizar os poderes e habilidades dos personagens reunidos para derrotar um ou mais vilõess. Apesar de ser uma fórmula clássica e garantida de sucesso, isso poderia diminuir um pouco a empolgação dos fãs. Além do fato de que, geralmente, continuações são um risco, porque perdem o fator novidade e geram comparações inevitáveis com o longa anterior. E, mesmo com os vingadores atuais ainda tendo muita história pra contar, mudar somente o vilão seria pouco para justificar um filme diferente do primeiro. Portanto, assim como nas HQ's a equipe está sempre alternando seus componentes, aqui começamos a ser apresentados a novos personagens. E a minha preocupação de ter gente demais não se justificou. 

Era de Ultron ainda aposta em algumas cenas divertidas e diálogos engraçados, para os necessários momentos de alívio cômico. Também não faltam as ótimas cenas de ação com todos reunidos no mesmo enquadramento, fazendo suas poses e golpes clássicos, garantindo o delírio nerd de quem conheceu os personagens nas revistas e desenhos. Mas pra quem pensa que só vai encontrar ação, vai se deparar com um filme que aposta no drama. O filme é mais sério, mostra os conflitos internos de cada herói, seus medos e suas angústias, seus problemas familiares e o peso de suas ações no passado, investindo bastante no lado psicológico dos personagens. 

Ultron é mais um vilão filosófico do que imponente. Com origem um pouco diferente das HQ's, mas que se encaixa perfeitamente no contexto criado nos cinemas, aqui este é uma criação de Tony Stark e Dr. Banner para ser um sentinela pela paz. Stark, abalado pelos acontecimentos no final do primeiro filme e por alguns fatos ocorridos no início deste, não acredita que os vingadores sejam suficientes para derrotar uma ameaça alienígena em grande escala e cria um androide que pode salvar a Terra. Mas, utilizando-se de algumas premissas como a da criatura que se volta como o criador, e da inteligência artificial que, ao aprender sobre a história da humanidade, se depara com o fato de que é o próprio homem que está destruindo o planeta e sua espécie, Ultron chega a uma conclusão básica, lógica e racional de que para salvar a Terra a melhor opção é extinguir a humanidade. Ultron pode até decepcionar um pouco os fãs, mas na minha concepção, o filme procura mostrar que o pior vilão dos vingadores podem ser eles mesmos.

Os outros personagens, brevemente apresentados em uma cena pós-créditos em Capitão América 2, são os gêmeos Pietro (Aaron Taylor-Johnson) e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen - perfeita!). Por questões de direitos autorais, a Marvel não pode usar a palavra mutantes e nem explorar sua origem como nas HQ's como Mercúrio e Feiticeira Escarlate, filhos de Magneto (lembrando que os direitos dos X-Men estão com a FOX), portanto aqui os gêmeos são citados como experimentos genéticos aprimorados. Mas seus poderes continuam quase fiéis aos quadrinhos, com uma exceção compreensível para Wanda, simplificada para telecinese e controle da mente. E é assim que ela consegue abalar e atormentar quase toda a equipe, ditando o tal lado sombrio e sério do filme. Para quem estranhou no trailer eles estarem ao lado de Ultron, calma que o filme explica tudo. E, pra fechar as novas aquisições, o surgimento do sintozóide Visão (Paul Bettany) já o lança como um dos personagens favoritos. Uma adaptação perfeita das HQ's.

É com a manipulação da mente que Wanda consegue criar situações bem interessantes. Uma delas é a cena mais exaustivamente divulgada nos trailers e comerciais de TV, a briga entre Hulk e o Homem de Ferro. Mas o que deveria ser a grande cena do filme acabou não surtindo tanto efeito para quem foi praticamente obrigado a ver a sequência quase completa amplamente divulgada pela mídia. Mas não se preocupem, porque temos outras cenas que vão garantir a diversão. Fica um registro: alguns desdobramentos do longa propiciaram a redenção do Gavião Arqueiro, que se destaca bem mais do que no filme anterior, e provavelmente tem a melhor conversa do filme. 

Ao lado de Homem-Formiga, que chega em julho, este Vingadores fecha a fase 2. Ao contrário do primeiro Vingadores, que gerou uma expectativa gigantesca para finalmente juntar todos e fechar uma grande história, esta fase 2 mais abre caminho para novos filmes e possibilidades do que encerra ciclos. Além do mais, a Marvel já divulgou todos os seus filmes da Fase 3, que começa com o já ansiosamente esperado Capitão América: Guerra Civil, passando por Doutor Estranho, Pantera Negra, Capitã Marvel, Inumanos, Thor: Ragnarok, Guardiões da Galáxia 2 e Homem Aranha, chegando a Vingadores: Gerra Infinita em 2018 e 2019, que promete fazer uma ligação geral de todos os filmes anteriores com as jóias do infinito. Para os que não criticaram este filme, digamos que este aqui é um passo necessário para a franquia. Fechamos um capítulo, mas está longe do livro terminar.

Tem algo que aprendi desde cedo a não duvidar: a Marvel sabe das coisas. Assim como a Iniciativa Vingadores foi plantada em 2008 com o primeiro Homem de Ferro, fica claro que, por mais que se tenha que de vez em quando recorrer a um plano B, está bem claro que todos os filmes estão ligados e tudo foi muito bem planejado. E o final de Era de Ultron, pra variar, dá aquele gosto de quero mais e a vontade de que os próximos filmes cheguem logo. 



1 comentários:

  1. Sua crítica arrasa de novo meu amigo =D, como sempre me deixando ainda mais ansioso para assistir um grande filme. Já te falei, mas repito, sou seu grande fã entusiasta de cinema, abraço!

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