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Crítica: Transformers 4 - A era da extinção

Fui assistir a Transformers 4: A Era da Extinção com uma boa expectativa. Quando era criança, eu tinha alguns carrinhos transformers da HASBRO, e eu sempre gostei de dinossauros. Então juntar enormes carros-robôs e dinossauros seria algo no mínimo interessante de se ver na tela grande. E depois de um ótimo primeiro filme, que nos apresentou a franquia cinematográfica (e a Mega Fox), de um segundo filme sofrível e de um terceiro bem legal, também estava torcendo para os filmes não seguirem um padrão binário (bom, ruim, bom, ruim...). Infelizmente, o filme tem mais erros do que acertos. Não que isso signifique protestos de revolta ou demais manifestações de ódio, mas após o término fica a sensação que poderia ser mais divertido.

Sim, a palavra certa é diversão. É o que esperamos de um filme de ação / ficção científica (alguém ainda usa essa definição? idade avançada dá nessas coisas...). O respeito à física e comparações com a realidade não são bem o que a gente busca ao ver essas franquias. O problema foi quando se acertou a mão nos filmes anteriores (sempre se lembrando de excluir A vingança dos derrotados da lista) e aqui, por mais exageros típicos do diretor Michael Bay (o mesmo de todos os filmes anteriores) que já estamos acostumados, dessa vez passaram um pouco do ponto.

Pra começar, o filme é longo. Longo. MUITO LONGO! E por longo, entenda-se a junção de tempo de duração (164 minutos) com vontade de que o filme termine logo. Eu não me importo de assistir filmes com 3 horas de duração ou mais (O Senhor dos Anéis: o retorno do rei tem espantosos 3:30hs de duração e veja a tonelada de Oscars que ganhou), mas o filme se torna cansativo em virtude do seu roteiro fraco e cenas repetidas quase à exaustão. É óbvio e evidente que estamos lá para ver explosões, lutas e perseguições, mas não precisa repetindo em "loop infinito". E entre uma explosão e outra, temos diálogos sofríveis e clichés ao extremo. Basta citar uma cena em que, após o pai e o namorado da mocinha a "salvarem do perigo", ela corre para os braços do namorado e solta a pérola: "Você me salvou!". Lembrem-se de abstrair que os 3 irão estar no meio de todos os tiros, explosões, quedas e peças de robôs, e depois disso tudo o máximo que vai acontecer é uma manchinha de graxa no rosto da atriz.

O elenco também não ajuda. Sai o ator Shia Labeouf, que atualmente está fazendo cosplay de Lindsay Lohan lá nos EUA, e entra como protagonista Mark Wahlberg. O cara é um bom ator e você deve se lembrar dele no ótimo "Os Infiltrados" ou no politicamente incorreto "Ted". O problema desse personagem é o roteiro. Aqui ele faz o papel de um pai super-hiper-mega protetor, que, por exemplo, não deixa a filha de 17 anos namorar antes de entrar para a faculdade e implica com suas roupas curtas. Também era evidente que a garota tem um namorado secreto, Jack Reynor, e que eles iriam se conhecer durante o filme. Não é nenhum spoiler dizer que os dois se estranham, brigam, discutem, implicam e depois se tornam grandes amigos. Ainda assim, se salvam alguns poucos diálogos engraçados, embora forçados para dar o alívio cômico padrão. Já a mocinha Nicola Peltz não tem o "apelo" de Megan Fox e, por mais que seja bonita (requisito básico para estrelar os filmes desse estilo), na minha opinião, passa longe da modelo da Victoria Secrets do filme anterior. 

Quando você acha que o filme terminou (em Chicago) e está só aguardando os créditos finais, eis que resolvem fazer uma continuação do long, agora na China, dentro do próprio filme!!! 2 filmes em 1! Chama o vilão de volta e recomeça o show pirotécnico. A ideia foi hiper-lucrativa, visto que só na China o longa já arrecadou mais de US$ 220 milhões, e a expectativa é que o filme supere no mundo a marca de 1,25 Bilhão de dólares. Apesar de aumentar mais o cansaço, tenho que ser sincero: a meia-hora final na China vale praticamente o filme todo. Ah, outra dose de veneno: nos filmes anteriores pelo menos a gente via tanques de guerra, caças, armamento militar e outras coisas que provavelmente você veria ao receber uma invasão hostil alienígena. Aqui se resumiram a alguns carros de polícia com as sirenes ligadas.

Chega de falar mal, senão vai ficar cansativo igual ao filme. Como falei lá no início, não é para se jogar no lixo. A computação gráfica e demais efeitos especiais estão cada vez melhores. A definição dos robôs, o processo de transformação, as lutas, explosões, os novos efeitos dos Transformers 2.0, tudo muito bem feito. O 3D está muito bom também (eu tenho que elogiar isso, pois é cada vez mais raro). E, munido de bastante pipoca, tempo sobrando e espírito preparado, você vai se divertir vendo um carro-robô montado em um dinossauro-robô usando uma espada tipo Excalibur quebrando tudo ou vendo os robôs virarem super carros fantásticos no melhor estilo velozes e furiosos. Se isto está bom pra você (e provavelmente deve estar), vá sem medo de ser feliz. É uma boa opção para uma tarde de domingo vendo Temperatura Máxima na Globo (e com o bônus de que, como o filme é grande, vai diminuir o tempo do Faustão!)

 


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