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Crítica: Pompéia

Pompéia (Pompeii, 2014) é uma junção de filmes épicos no estilo Gladiador e Tróia, filmes catástrofe como 2012 e O dia depois de amanhã e filmes românticos em que os protagonistas lutam para ficar juntos como Tristão+Isolda. Insira todo o contexto no ambiente romano, tal qual a série Roma da HBO, e um pouquinho de história real, no caso a verídica destruição da cidade de Pompéia na região de Nápoles pelo vulcão Vesúvio em 79 d.C.  Tudo isso com censura 14 anos (sem nudez e quase sem sangue). Acrescente o uso do 3D e a presença do galã da série do momento (Kit Harrington, o Jon Snow de Game of Thrones) e você já faz ideia do que ocorre em 90% do filme. Mas quem disse que isso torna o filme ruim? 

Dirigido por um Paul W. S. Anderson, responsável pela franquia Resident Evil (e casado com a Milla Jovovich), o filme tem como principal chamariz os efeitos especiais, por se tratar de um legítimo filme de destruição em massa. Apesar de poucas cenas pop-up em 3D, se já estivéssemos na era do 5 ou 7D, seu cabelo sairia coberto de fuligem. Mas o filme divide muito o seu foco entre lutas, romance, destruição, pausa no romance para lutas, pausa nas lutas para destruição e até mesmo pausa na destruição para lutas =D

Na trama, o celta Milo (Kit) é preso, após um massacre que matou sua família e comunidade, e forçado a viver como escravo. Suas habilidades com lutas o fazem ser um gladiador, vendido para lutar na arena de Pompéia contra o campeão Attico (Adewale Akinnuoye-Agbaje,  o Mr. Eko de Lost - obrigado, ctrl+c, ctrl+v). No caminho para Pompéia, conhece Cássia (Emily Browning, a Baby Doll de Sucker Punch), filha de um casal de comerciantes da cidade (Jared Harris e Carrie Anne-Moss, a Trinity de Matrix). Obviamente, se apaixonam à primeira vista. Mas o problema maior não é a apenas diferença entre classes sociais ou coisas do tipo. Cássia está prometida ao Senador Voros (Kiefer Sutherland, ou melhor, Jack Bauer), que não lhe traz boas lembranças. E pra piorar a situação, parece que os deuses não estão muito felizes com a cidade, resolvendo acordar o Monte Vesúvio para dar uma limpeza no local. 

O filme tem ótimos efeitos especiais com as cenas de destruição e boas lutas. Apesar de misturar aventura, drama e romance, o que impera no filme são as sequências de ação. Como já era de se esperar, cenas inimagináveis e milagrosas, no estilo: é mentiroso, mas é legal. O roteiro é 99% previsível, se bem que nesse tipo de filme não importa o que vai acontecer, mas COMO vai acontecer. Embora eu preciso ressaltar que esse 1% de não-cliché é que irá fazer a diferença pra você gostar ou não do resultado final. Pelo que percebi muitas pessoas saíram decepcionadas do cinema, mas eu gostei do filme, achei um bom entretenimento e não me arrependi de ter visto.



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