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Crítica: A Menina que Roubava Livros

Resumindo A menina que roubava livros em alguns adjetivos: Lindo. Emocionante. Poético. Triste. Necessário. Inesquecível.

Em primeiro lugar, assumo a vergonha de assumir que nunca li o livro de Markus Zusak, portanto essa será uma crítica independente. Por outro lado, é até bom porque acompanhei o longa sem buscar comparações entre as histórias, fatos ou personalidades. Mesmo porque eu sempre fui um defensor que mídias diferentes devem ser consideradas obras distintas, mesmo vindos de um mesmo roteiro, e portanto cada um deve provocar suas próprias sensações e emoções.

A História da humanidade sempre irá nos lembrar dos horrores cometidos durante o holocausto, a trajetória de Hitler e os fatos ocorridos durante a segunda guerra mundial. O cinema já nos trouxe alguns dos filmes mais aclamados e premiados decorrentes deste tema, como A Lista de Schindler, O Pianista e A Vida é Bela, mas curiosamente tais filmes mantém o foco nos judeus. Também já vimos filmes que retratam a vida do führer como A Queda - As Últimas Horas de Hitler. Mas são poucas as obras que mostram como foi o período de guerra para os cidadãos alemães comuns. Aqueles que só queriam poder continuar com as suas vidas em paz, mas foram interrompidas pelo regime Nazista e pelo recrutamento primeiramente de seus jovens, em seguida seus maridos e por último até mesmo seus parentes mais idosos. 

E é neste contexto que acompanhamos um pouco da vida de Liesel Meminger (Sophie Nélisse), a tal menina que vive com seus pais adotivos Hans (Geoffrey Rush) e Rosa (Emily Watson) na Alemanha durante a 2a guerra e que costumava pegar alguns livros emprestados...

Dizer porque a menina tinha esta característica (a qual dá o título do livro e do filme) seria entregar - e estragar - alguns fatos muito importantes para o desenrolar da história, portanto para os que não conhecem a resposta, mantenham a curiosidade. Esta descoberta, no momento certo, vai tornar o filme ainda mais belo. O filme é de uma sensibilidade marcante e de muita simplicidade. Não possui diálogos piegas e inverossímeis para ficar mais dramático ou meloso. Conseguimos ao longo do filme acompanhar Liesel como se estivéssemos mesmo vendo sua história e nos envolvendo com sua vida. O ritmo lento é uma característica necessária, mas que pode fazer com que você ouça - além de alguns soluços de choro - alguns roncos pela sala.

Narrado em alguns momentos pela morte (apenas voz, nada de figuras com capuz e foice estilo gibis do penadinho), com algumas frases de questionamentos filosóficos, vemos como a vida de Liesel assume um novo sentido a partir da convivência com seu amigo Rudy (Nico Liersch), o jovem Max (Ben Schnetzer) e seus pais. Falar mais do enredo é tirar a emoção da história.

Algumas críticas (sobretudo as de quem leu o livro) disseram que o filme não consegue trazer todo o drama carregado do livro, e que suavizaram bastante o complexo e pesado tema do holocausto e da guerra. Particularmente, considero uma decisão acertada manter o foco na vida e nos relacionamentos de Liesel. A história ficou belíssima, o final marcante e o filme certamente merece ser visto.


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