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Crítica: Oblivion

Oblivion chega aos cinemas como o novo filme de ficção científica estrelado por Tom Cruise, XX anos após o grande sucesso Minority Report. A trama se passa em 2077, após 60 anos de guerra entre os homens e uma raça alienígena conhecida como Scavs. Para ganhar a guerra, foi necessário praticamente destruir o planeta com o uso de armas nucleares. A humanidade teve que deixar o planeta Terra praticamente inabitável e se mudou para Titã, uma das luas de Saturno, ao mesmo tempo em que construiu algumas máquias para extrair os últimos recursos naturais do planeta. Tom Cruise é Jack Harper, um técnico responsável pela manutenção de equipamentos de segurança chamados Drones, que também precisa se preocupar em não ultrapassar zonas radioativas e não ser morto pelos rebeldes saqueadores que resistiram à guerra.

Como medidas de segurança, os funcionários do programa de limpeza têm sua memória apagada, mas Jack mantém a lembrança de uma certa mulher. Assim como Wall-E, Jack também coleciona alguns artefatos que ele encontra na superfície da Terra, como livros e discos, e tem muita curiosidade sobre como era a vida em seu planeta. E faltando apenas duas semanas para que ele e sua companheira de trabalho - e outras coisas mais - Victoria (Andrea Riseborough) terminem sua tarefa  e também se mudem para Titã, ele não gostaria de abandonar seu lar. Mas após a queda de uma nave espacial contendo sobreviventes e encontrar um rosto familiar, toda a sua vida é alterada. Contar mais que isso estraga o filme, mas garanto que esta revelação (que está no trailer) não será a única surpresa do filme. 

Mesmo repleto de temas bastante explorados como invasão alienígena, guerra nucelar, futuro pós-apocalíptico, alta tecnologia, e demais aspectos explorados em filmes de ficção científica, vale muito a pena assistir Oblivion. Uma história interessante, um bom roteiro, várias revira-voltas, boas cenas de ação e um ótimo elenco. Além de Cruise de Andrea, participam do filme o monstro sagrado Morgan Freeman, a "conservada" Olga Kurylenko (quem viu o filme vai entender o termo), o "Lannister" Nicolaj Coaster-Waldau (também em exibição nos cinemas com "Mama") e Melissa Leo, novamente com uma curta embora competente participação.



Falei logo no início sobre Minority Report como referência de um filme de ficção com Tom Cruise. De certa forma, também vi Oblivion como uma homenagem a carreira de Tom Cruise, ou pelo menos alguns easter eggs utilizados para lembrar de seus filmes anteriores. A começar pelo nome Jack, já usado em outros filmes do astro, como o recente Jack Reacher. Posso ter deixado passar batido algumas referências, mas é impossível não associar seu boné ao usado no filme Guerra dos mundos, assim como os óculos escuros de Top Gun. Para escancarar de vez, só faltava ele fazer a clássica descida pendurado em uma corda. Até teve espaço pra isso, mas já seria um certo exagero. Mas o filme também tem toques e referências de vários outros filmes, que vão desde outros filmes de ficção como 2001 - uma odisseia no espaço, Blade Runner, Lunar, O dia depois de amanhã, O Planeta dos Macacos e 2012 a Predador, Star Wars, Mad Max, entre outros. Talvez por isso eu tenha gostado mais ainda do filme.

Na minha opinião, o filme tem poucas falhas, que pouco prejudicam no resultado final. Em alguns momentos você tem que prestar atenção pois algumas informações são bem importantes para a compreensão do final. Visualmente o filme é muito bem feito, sobretudo nas cenas de destruição da Terra. A tecnologia, por mais avançada que seja, não é algo que você pense que nunca será inventado de fato ou somente daqui a uns 30 anos. Se na primeira parte do filme o impacto visual é o que mais chama a atenção, após a chegada da nave o interesse se volta para a trama em si. Portanto, o filme sempre tem algo a apresentar, evitando aquelas enrolações para esticar o tempo. Tirando a parte de efeitos visuais, não é um filme de indicação ao Oscar, mas um ótimo Blockbuster que traz boas doses de entretenimento. 





PS: Aqui no Brasil, Oblivion chegou aos cinemas logo após G. I. Joe - Retaliação. Nos dois longas, parte do enredo envolve uma guerra nuclear. Isso em tempos de tensão com as ameaças de guerra da Coreia do Norte. Coincidência?

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