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Crítica: A Hospedeira

Não se enganem, isso não é um filme de terror, apesar do nome ser bem propício para esse gênero. A Hospedeira é o novo filme baseado em um livro da autora Stephenie Meyer, responsável pela saga Crepúsculo e que segue algumas de suas marcas registradas que foram responsáveis por grande parte do sucesso da franquia como o tom meloso dos diálogos, o romantismo dos personagens (principalmente os masculinos), os protagonistas serem atores jovens, bonitos e não muito conhecidos do público geral (alguns com a mesma falta de expressão já vista em outros filmes por aí), e principalmente os complicados relacionamentos, tema preferido das adolescentes.

Em "A Hospedeira", sai o sobrenatural com seus vampiros e lobisomens e entra a ficção científica com seres alienígenas. Para os fãs de filmes futuristas, pode ser uma boa pedida, mas fica o aviso: o romance água-com-açúcar continua forte. Se em Crepúsculo tínhamos um estranho triângulo amoroso, em A Hospedeira - pra não entregar nenhuma informação importante - eu diria que temos uma figura geométrica estranha entre os protagonistas (quem assistir vai entender.)

A hospedeira se passa em uma Terra sem conflitos, onde todos vivem em paz e harmonia. Ou quase! Seres de outros planetas chamados de almas, que são uma espécie de neurônios brancos e brilhantes, invadiram a Terra e se hospedaram no corpo dos seres humanos. Isso porque, provavelmente pelo histórico dos relatórios, a raça humana estava acabando com o planeta e com sua própria espécie, então não teria assim tanto problema invadir geral e extinguir a humanidade, visto que as almas precisam de corpos para poderem ter uma "vida". Com os corpos intactos, como se fossem apenas uma nova roupa, as almas buscam preservar o planeta e viver em harmonia, com suas próprias regras de conduta. Uma espécie de neo-socialismo, em que não é preciso nem pagar as compras no supermercado.

Mas alguns humanos ainda resistem a invasão e lutam por sua sobrevivência. Porque, por mais legais que os aliens sejam, para que eles possam sobreviver aqui, os humanos têm que ser sacrificados. E não é fácil dos homens encararem isso numa boa. Então existem vários conflitos entre as raças, em que a violência maior é provocada pelo lado de cá. Então, alguns aliens assumiram o papel de buscadores, onde eles devem encontrar os últimos humanos escondidos e capturá-los para permitir a chegada de mais hospedeiros. Ao possuir uma pessoa, o hospedeiro pode ter acesso a todas as suas lembranças, e essa informação é muito valiosa para que as almas possam descobrir aonde estão escondidos os últimos resistentes.

O filme aborda uma alma em particular: Peregrina, que se hospeda no corpo de Melanie Stryder (Saoirse Ronan). Mas o que as almas não contavam é que alguns seres humanos possuem uma força vital tão grande que conseguem resistir em parte ao hospedeiro, virando uma espécie de consciência. É interessante essa ideia, meio que uma mistura de "o médico e o monstro" com aqueles desenhos de "o anjinho e o diabinho", e alguns toques de grilo falante.

Peregrina, apelidada de Peg (ou Wanda, existem duas versões de legenda para o filme) é uma alma boa, que fica sensibilizada com a causa de Mel, e comovida pelos seus sentimentos por seu irmão mais novo Jamie (Chandler Canterbuy) e seu namorado Jared (Max Irons), resolve ajudá-la se unindo aos resistentes. Ela vai encontrar apoio de alguns, como seu tio (William Hurt), a suspeita de outros e a fúria dos que querem exterminar os invasores, como o rebelde Ian (Jake Abel). Por outro lado, uma alma buscadora (Diane Kruger), responsável por encontrar os últimos rebeldes, também parte em busca de Peg para poder finalmente concluir sua caçada.

Até esse ponto o filme é ficção pura, muito interessante. Mas então o gênero muda para o romance e para a relação Peg/Mel e o foco dos aliens é deixado de lado. Então o filme peca por não se firmar em um gênero específico, e nessa alternância de foco algumas coisas ficaram sem maiores explicações ou importância. Outro ponto negativo são os interesses amorosos de Mel/Peg. Max Irons consegue (desculpem as crepusculetes) ser mais inexpressivo do que Robert Pattinson.

Mesmo com as falhas de roteiro, achei o resultado satisfatório e gostei do filme. Gostei mais desse do que de toda a saga Crepúsculo. O sucesso desse longa poderá fazer Stephenie escrever mais livros sobre o assunto, podendo fazer de A Hospedeira uma nova franquia. Quem leu o livro disse que algumas cenas foram modificadas e que a obra literária é bem mais densa, explicativa e filosófica do que o longa, e altera muito o sentido da história contada na tela. Então imagino que os que não leram o livro, no qual eu me incluo, possam apreciar melhor o filme.

PS: Só olhando o cartaz abaixo sem prestar atenção no que está escrito, quantos filmes diferentes você se lembra? Só esse ano já vi uns 3 pôsteres praticamente iguais.


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