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Crítica: Duro de matar - um bom dia para morrer

Em Duro de Matar - Um Bom Dia Para Morrer, John McClane (Bruce Willis) precisa tirar férias e viajar para a Rússia ajudar seu filho Jack (Jai Courtney) que foi preso acusado de assassinato. Lá ele acaba se envolvendo em uma operação contra o tráfico de armas nucleares por terroristas russos. No elenco, Sebastian Koch, Cole Hauser, Yuliya Snigirt (escrevi certo?) e Mary Elizabeth Winstead (a filha de McClane numa rápida ponta).

"Não estamos em 1986!". Essa frase dita em algum momento do dia me fez lembrar de uma outra data. Não estamos em 1988, ano em que foi lançado o primeiro filme da franquia, eternizando Bruce Willis como astro de filmes de ação e uma frase despretensiosa Yppee Ki Yay, .... Mas depois que a franquia retornou no bom Duro de Matar 4.0, estava claro que mais filmes recheados de toda a ação que este estilo pedem retornariam. O desafio nem é vermos como McClane vai conseguir sobreviver aos mais diversos obstáculos, criminosos e fatos absurdos, mas sim como os roteiristas e produtores vão se superar nas cenas de ação. 

Para início de conversa, já ficou claro na sinopse: John McClane tem um casal de filhos, e todo policial tem problemas com filhos. Se você não se lembrava disso, assista o primeiro filme, que além de confirmar esta informação você estará assistindo ao melhor filme da série. E seu filho não apenas cresceu, como também herdou o talento do pai para atrair confusões sem muito esforço. O resultado disso é que agora são 2 McClanes, portanto a pontaria dos inimigos deve ser ainda pior para errar sempre 2 alvos ao mesmo tempo.

Quer mais uma má notícia? Essa cena foi cortada do filme
Falar de clichés em "Duro de Matar" é querer ser chato, pois já é de praxe que ocorrerão situações absurdas e McClane vai conseguir sair ileso de todas elas, como por exemplo não levar nenhum tiro dentro de uma sala rodeada por janelas de vidro sendo constantemente alvejada por um helicóptero de guerra. Aliás, a polícia russa é bem fraquinha, né? Podem circular tanques e helicópteros de guerra à vontade pelas ruas sem ninguém perceber nada de estranho. Mas, tudo bem. É um filme de ação.

Dessa vez não temos um carro conseguindo derrubar um helicóptero como no filme anterior (eles não iriam repetir uma mesma cena de impacto), mas em termos de destruição o pessoal conseguiu se superar na cena da perseguição em uma rodovia, na melhor sequência do filme. No mais, vemos muito "mais do mesmo", com tiros, explosões, perseguições, bombas, barulho, revira-voltas, um pouquinho de drama familiar e o humor conhecido de Bruce Willis. O filme também faz diversas homenagens e referências a filmes anteriores da série e aos anos 80, como a clássica rivalidade EUA x Rússia. Aliás, outra coisa que está cansando é essa mania de personagens clássicos dessa década ficarem fazendo piadas sobre sua idade. Foi legal ver isso em Rambo, Rocky, Os Mercenários, O Último Desafio e agora também funciona em Duro de Matar. Pronto, já deu. Ainda falta algum fortão dos anos 80 reclamar que está velho? 

Ao término do filme, me lembrei de Indiana Jones e o reino da caveira de cristal, onde tentaram fazer com Indiana Jones passasse o posto para seu filho. Incluir o filho de McClane como co-protagonista pode ter sido simplesmente uma questão de roteiro ou uma tentativa parecida com o que ocorreu com Indiana. No primeiro caso, pelas críticas negativas ao filme, não acho que tenha sido a melhor opção. Para esta franquia, foi algo interessante para diferenciar um pouco o roteiro, incluir o famoso conflito familiar e ter alguém para dividir algumas cenas de ação, mas que este não seja o início de uma série "Duros de matar" ou a gradativa substituição do protagonista até a aposentadoria de John McClane. Digo aposentadoria, exceto por algo extremamente criativo e respeitoso com o personagem, não gostaria de ver alguém realizando a proeza do "difícil, mas não impossível". Particularmente, acho que o ator que faz o McClane Jr. não conseguiria segurar um filme desse porte sozinho e a opção de tornar Bruce Willis quase um ator coadjuvante também fez o filme perder alguns pontos.

Então, para um filme de ação cumpre o que promete, sendo um forte candidato a um espaço na Tela Quente 2014. Como provavelmente os que procuram assistir esses filmes de ação procuram exclusivamente entretenimento, muito provavelmente vão sair satisfeitos com o resultado. É só não exigir demais de um filme-pipoca que se propõe a lhe entregar cenas de ação. Mentirosas? Absurdas? Inacreditáveis? Contra as leis da física? Sim, mas... e daí? O filme tem falhas, como já citado. Mas não é isso que o torna o filme ruim.

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