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Crítica: O Legado Bourne

Antes de tudo, a dúvida que muitas pessoas devem ter é se se é possível assistir a essa filme sem ver (ou rever) os anteriores. Minha resposta quanto a isso é: se você se lembra de todos os filmes anteriores, vai entender 100% do filme. Se você se lembra pelo menos do terceiro filme, vai compreender cerca de 90%. Se você não se lembra de nada ou não viu os demais Bourne, não é por isso que não deva assistir. Você vai conseguir acompanhar cerca de 80% do filme, mas a parte inicial vai ser um pouco confusa. O filme não se preocupa em fazer nenhum resumo dos demais acontecimentos da franquia, e muitas informações virão em sequência sobre Treadstones, programas de espionagem e sobre o próprio Bourne. Algumas destas informações você vai conseguir deduzir ou compreender melhor ao longo do filme e outras vão ficar meio soltas, mas nada que prejudique muito o  longa. E quando a parte de ação propriamente dita começar pra valer, não tem falta ou excesso de informações que vai fazer diferença.  É ação no melhor estilo Bourne!

O filme, mesmo com todas as referências possíveis sobre Bourne, até que funciona bem isoladamente, já que somos apresentados a um novo protagonista. O superagente da vez se chama Aaaron Cross, interpretado pelo novo astro em ascenção de filmes de ação Jeremy Renner (sua melhor referência anterior é o Gavião Arqueiro, dos Vingadores). Aaron é auxiliado pela Dra. Marta Shearing, interpretada por Rachel Weisz (A Múmia, O Jardineiro Fiel). No papel do diretor de um dos programas secretos do governo americano Eric Byer está Edward Norton (precisa de referências anteriores?). Logo no início, ficamos sabendo que o projeto Bourne era apenas um dos projetos secretos do Departamento de Defesa Americano para a criação de supersoldados. Para não serem descobertos pela mídia e consequentemente pela população depois de toda a bagunça que Bourne fez nos outros filmes, o DoD resolve fazer uma queima de arquivo das boas, o que envolve eliminar os demais agentes. Aaron não está muito a fim de morrer, então é essa a sinopse que precisamos saber para conseguir curtir o restante do longa sem maiores problemas. 

Esse é o quarto filme de uma franquia de grande sucesso, provando que se um filme der lucro uma continuação tem que ser feita de qualquer jeito, mesmo que seja sem o seu ator principal Matt Damon. A franquia até então era chamada de Trilogia Bourne, uma das únicas que manteve o alto padrão de qualidade nos três longas baseados em livros escritos por Robert Lundum ao longo da década de 1990. Há dez anos, Doug Liman lançou "A Identidade Bourne". Paul Greengrass assumiu a direção nos filmes seguintes, "A Supremacia Bourne" (2004) e "O Ultimato Bourne" (2007).


Tony Scott era o roteirista de todos os filmes anteriores. O diretor Paul Greengrass não quis voltar para esta sequência, e então Tony assumiu a direção. Em um caso estranho de fidelidade partidária, o protagonista Matt Damon disse que sem o diretor também não faria este filme. A saída encontrada pelo estúdio Universal foi introduzir um novo personagem dentro do universo de espionagem criado pelos filmes anteriores. Jason Bourne então virou uma referência neste filme, citado várias vezes e aparecendo em algumas fotos e imagens (o tal "Legado"). O resultado é um filme que continua explorando várias características dos filmes anteriores mas tentando ter uma identidade própria. Já falei que a ação continua forte, mas alguns outros aspectos não foram muito explorados - se bem que os filmes anteriores já fizeram isso muito bem.  

Para os fãs xiitas da franquia que já odiaram o quarto filme antes mesmo de ser lançado, o melhor é assistir o filme aceitando que este longa é inserido no contexto criado nos filmes anteriores, mas sem tentar simplesmente refilmar Bourne. O sucesso do quarto filme poderá - quem sabe - trazer Matt, e consequentemente o Bourne, de volta à franquia. Mas seja com Bourne ou Aaron, se os próximos filmes mantiverem a qualidade e as ótimas sequências de ação, provavelmente podemos ficar tranquilos.

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