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Crítica: O Vingador do Futuro (2012)


O Vingador do Futuro é o mais novo remake da indústria de cinema americana, já com sérios problemas de criatividade. Comentei algumas vezes sobre o problema que os americanos possuem com filmes estrangeiros (eles devem odiar ler legendas) e com filmes antigos (a desculpa é quase sempre para a nova geração conhecer o filme com efeitos atualizados). Um exemplo que traduz bem o que estou falando é Lola. O filme é um remake de uma versão francesa filmada NO ANO PASSADO!!! Felizmente, no caso desta crítica, fiquei mais tranquilo. Apesar de ser mais um remake e mexer em um clássico dos anos 90, essa nova versão ficou boa. 

Para os mais jovens, fica a informação para melhor compreensão: resolveram manter aqui no Brasil o mesmo nome dado na versão anterior - em ambos os casos, o filme se chama Total Recall. Esse nome foi dado no Brasil simplesmente porque o ator principal do filme de 90 era o Arnold Schwarzenegger, que estourou com o filme O Exterminador do Futuro, e então resolveram incluir o "do futuro" no título para uma associação com o ator e promoção do filme. Coisas do Brasil...


O filme de 1990 marcou minha infância. Toda vez que passava no SBT eu assistia. Tinha algumas cenas com efeitos especiais incríveis, como a do disfarce bomba com o rosto de uma mulher estranha, alguns mutantes legais e as cenas em Marte. Para esta versão atual, tentaram deixar algo um pouco mais verossímil. Continua futurista (e altamente mentiroso), mas Marte foi deixada de lado, com toda a trama se passando por aqui mesmo. Com Marte fora, os mutantes também foram cortados, deixando apenas uma como homenagem ao filme original (também, se retirassem a famosa prostituta com três seios com certeza a reclamação seria geral). Ela acabou ficando sem sentido na história por não ter mais justificativa para tal "anomalia", mas quem viu a versão 90 com certeza aceitou numa boa. 

A outra mudança significativa é no elenco. Sai o ícone dos filmes de ação dos anos 80/90 Arnold Schwarzenegger e entra o esforçado Collin Farrel, longe de ter o carisma do fortão governador, mas que cumpre bem seu papel (mesmo eu não gostando muito dele como ator não tive problemas em acompanhar o filme). O elenco feminino do filme de 1990 tinha a musa Sharon Stone, que dispensa comentários. Mas apesar da beleza e sensualidade de Sharon, acho que a versão 2012 leva vantagem. Além de trazer duas mulheres lindas (Jessica Biel e Kate Beckinsale), elas ainda tem talento e sabem fazer filmes de ação. E também possuem muito mais tempo em tela do que a Sharon tinha. Kate, aliás, está completamente surtada no filme e participa de diversas sequências de ação. 

AÇÃO! Aliás, esse é o tom do filme. Enquanto a versão 90 misturava bem comédia com ação, neste novo longa praticamente não existe humor. Já as cenas de ação são constantes durante o filme inteiro. Se era pra fazer um novo filme, então fizeram o que devia ser feito. Ao invés de simplesmente recontar o filme, mexeram em alguns pontos que mantiveram a essência do original mas o deixaram com cara de um filme que se segura sozinho. Claro que tem falhas e furos de roteiro, mas como filme-pipoca é um bom entretenimento.

Como o próprio poster frisa bem, o filme vai ficar o tempo todo provocando um questionamento em suas mentes: O que é real? Arrisco dizer que a chance dessa pergunta não ser completamente respondida será alta, mas na minha opinião isso não foi uma falha no roteiro mas algo proposital. O filme ainda reserva outras homenagens e referências ao filme de 90, mas ele conta sua própria história. Então não queira comparar cena a cena as duas versões e qual reflete melhor as obras de ficção científica de Philip K. Dick. Ambas possuem seus méritos e poderão ser apreciadas de forma diferente. Se for pra compara mesmo e sair de cima do muro, eu ainda prefiro a de 1990 e não acho que esse filme irá marcar a nova geração como o anterior, mas diverte no que se propõe a oferecer.

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