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Crítica - Multicine 11 a 17/05

Olá

Esta semana conferi 2 filmes no Multicine (Mossoró West Shopping) e um no Cinemark Midway Mall Natal, que (ainda) não foi exibido por aqui. Uma semana em que houve apenas uma estréia nacional, justamente Battleship (Piratas Pirados não estreou em Mossoró ainda). Vamos para as críticas:

Battleship: Batalha dos mares



É o próximo Independence Day da sessão da tarde. Não é ruim, mas looooonge de ser muito bom. Elementos típicos de filmes de alienígenas, excesso de patriotismo e MUITOS efeitos especiais. 

Algumas incoerências como uma nave gigante saindo da água (aparece no trailer) e mesmo assim incapaz de virar um mísero bote com 3 pessoas dentro. Não é um detalhe que estrague o filme, mas várias pequenas falhas mostram o pouco cuidado com a edição final do filme. Outro detalhe é que os aliens sempre tem que ter um ponto fraco, vide Guerra dos mundos, que uma bactéria acaba com eles, e Sinais, em que a água é mortal para os aliens. Neste aqui, eles também tem um ponto fraco ridículo, o que me faz pensar se eles com toda a sua tecnologia não fazem um mínimo de estudo sobre o planeta que estão invadindo. E a tecnologia deles é sempre melhor do que a nossa, mas ainda assim conseguem perder a guerra para alguns mísseis e balas. Incompetência!

Os atores não precisaram nem se esforçar nas atuações, já que o filme é apenas um exemplar pipoca-entretenimento. Não concordo que a Rihanna só tem 3 frases no filme. Ela aparece o tempo todo, mas em um papel secundário. Ela não compromete o filme e não faz mais do que se espera dela. Totalmente isenta de culpa no fato do filme ser apenas mediano. Já o restante do elenco é formado por modelos, atores de pouca expressão e atores que estão sem nenhuma sorte em seus filmes, como por exemplo Taylor Kitsch - que aqui fez um filme de guerra de mares mas o que quase afundou mesmo foi a Disney, com um prejuízo de 200 milhões de dólares com o fracasso John Carter (eu gostei de John Carter, mas fui uma exceção). O vampiro Alexander Skarsgard ainda não tem muita experiência no cinema, mas nem faz feio aqui. A loirinha Brooklyn Decker está ali só pra enfeitar a tela. Só. A exceção é o ótimo ator Liam Neesson, mas a participação dele é muito pequena.

Resumindo, nota 6. Vá pelos efeitos especiais e pelo entretenimento, mas não espere muita coisa além disso.

American Pie: o reencontro


Já começo dizendo: não adianta reclamar. Quem vai assistir American Pie já sabe muito bem o que pode encontrar, então não adianta sair dizendo que o filme é apelativo, escrachado, coisa e tal. A franquia nasceu assim e foi feita pra isso. Claro que tem que ter um mínimo de qualidade - coisa que faltou aos últimos filmes dessa franquia e que acabaram saindo direto em home-vídeo. Neste filme temos o primeiro acerto: trouxeram TODO o elenco do primeiro filme de volta. Segundo acerto: misturar as bobagens de uma comédia adolescente com o elemento maturidade. O filme aborda bem a questão dos protagonistas já serem adultos, e tendo que lidar com responsabilidades como casamentos, filhos, empregos, etc. Algumas frases e situações do filme são bem interessantes nesse sentido, como uma em que os 4 amigos estão na praia acompanhando os adolescentes fazendo suas brincadeiras sem-graça típicas da idade quando um comenta que na época deles as brincadeiras eram mais legais, e outro complementa que não, eles é que cresceram. 

Algumas boas piadas também abordando a questão de como as coisas mudaram desde o primeiro filme da franquia (de 1999). E, claro, não podiam faltar as bobagens típicas da série. Aí entram as piadas escatológicas, cenas de nudez (na opinião particular deste pseudo-crítico, uma cena de uma panela totalmente desnecessária com o Jason Biggs) e outras coisas do gênero. Mas resumindo, fui assistir ao filme com jovens, com a idade que eu tinha em 1999 e todos adoraram o filme. Aliás, acho que a sala inteira gostou pelas risadas que ouvi durante todo o filme. Então o filme funciona para quem foi adolescente naquela época pela nostalgia, como para os adolescentes de hoje pelas piadas e diversão. Nota 8.

Paraísos Artificiais

Filme nacional com Nathália Dill e Lívia de Bueno. Filme PESADO!!!! Fui bombardeado na rede social Filmow (www.filmow.com.br) pela minha crítica negativa, mas como cada um tem a sua opinião, respeito quem gostou do filme como também espero compreensão por não ter gostado. Nunca fui em uma rave - e a mostrada no filme foi perfeitamente filmada, sendo que até agora não sei se aproveitaram uma rave real para fazer o filme ou se tudo aquilo foi encenado - porque se foi só uma gravação, foi grandioso! Aí sim, meus parabéns para a equipe de produção. Mas, voltando, o filme mostra que praticamente todos os jovens lá só conseguem se divertir usando drogas. Não chega a ser uma apologia descarada - o filme até mostra alguns efeitos negativos de usar drogas, mas o recado fica dado para os jovens de hoje: festas são diretamente associadas ao álcool, drogas e sexo. Outra cena linda do filme, muito bem produzida, é a que aparece no poster do filme (que fez o pessoal brincar chamando o filme de avatar). Essa cena é relacionada novamente ao consumo de drogas. O título diz isso: o paraíso artificial é o efeito de alegria dos jovens causado pelas drogas. Não sei se estou ficando velho e chato, mas acho que não é assim que deveria ser.

O filme tem sim boas cenas, a fotografia é linda, a atuação de Nathália Dill é muito impressionante pela entrega de sua personagem, e a trilha sonora é boa. Mas acho que pelo meu sentimento de reprovação pelo enredo, acabei não gostando do conjunto final. E para os mais puritanos, o filme também é bem pesado quanto a nudez e sexo, com uma cena fortíssima entre a Nathália e a Lívia. Não é para qualquer um.

Próxima semana teremos poucas estreias em circuito nacional. Apenas o novo filme do Mel Gibson, "Plano de fuga". Imagino que o Multicine Mossoró exiba a animação Piratas Pirados, que estreou nessa semana mas não aqui, e com menores chances, Paraísos artificiais ou algum outro que já saiu de cartaz nacional mas não apareceu no MWS, como Sete dias com Marylin. Mesmo assim, provavelmente as próximas semanas ainda serão dominadas pelo filme dos Vingadores. 

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