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Labirinto - A Magia do Tempo (Labyrinth) - 1986

Sua infância ocorreu nos anos 80? Você gostava de filmes de fantasia estilo "Os Goonies" e "A história sem fim?" Caso a resposta seja "sim" a essas perguntas, então você deve se lembrar de "Labirinto - A magia do tempo." Este é um dos melhores filmes infantis dos anos 80, além de ser um marco nos filmes de efeitos especiais pré animação digital. O mestre dos efeitos especiais Jim Henson (criador dos Muppets) fez aqui um de seus melhores trabalhos (e último, já que morreu em 1990) criando uma técnica de manipulação de bonecos e fantoches, que ficaram conhecidos como "animatrônicos". Além disso, a produção é de George Lucas e o roteiro de Terry Jones, do Monty Python.


Sarah (Jennifer Connelly, de "Uma mente brilhante", na época com 14 anos) é uma adolescente de imaginação fértil, que vive isolada em um mundo de sonhos e fantasia que a afasta de problemas familiares, como a perda da mãe e a obrigação de conviver com sua madrasta e ter que servir de babá para seu irmão Toby. Em uma noite de choradeira constante de seu irmão, ela recorre a um de seus livros preferidos "Labirinto" e pede aos duendes que levem seu irmão para longe. Para sua surpresa, seu pedido foi atendido pessoalmente pelo rei dos duendes Jareth (o camaleão David Bowie). Agora, ela terá que assumir a responsabilidade de trazer seu irmão de volta antes que Jareth o transforme em um duende - ou antes que seus pais cheguem em casa à meia-noite.

Para salvar seu irmão, ela deve ir até o castelo de Jareth que fica além da cidade dos duendes. E só para piorar um pouco, Jareth torna isso um pouco pessoal, já que ele se apaixona por Sarah. Para chegar no castelo, ela deve atravessar um labrinto no qual a todo momento as paredes mudam e que está repleto de criaturas mágicas - algumas irão tentar impedir que ela atravesse o labirinto e salve seu irmão, mas outras se juntarão a Sarah por meio dos sentimentos de gratidão, fidelidade, amizade e companheirismo.

Várias passagens do filme são metáforas ao amadurecimento de Sarah, em sua passagem da adolescência para a vida adulta. O próprio labirinto é uma metáfora aos caminhos que uma adolescente tem de percorrer na transição de uma criança para uma adulta. A cena do baile, além de ser um sonho de toda adolescente ter um baile de 15 anos, também remete a questão da sexualidade, de encarar o fato de estar sendo interesse de um homem mais velho, e coisas assim. Quantas adolescentes não se imaginaram namorando de um pop-star? Grande sacada do diretor em colocar David Bowie como o rei dos duendes, na época de 80 um dos grandes ídolos do Rock.

Em uma determinada cena no quarto de Sarah aparecem sutis referências: um bichinho de pelúcia que parece com o Sr. Dydimus, uma boneca que parece com Ludo, a roupa de Jareth em sua escrivaninha, o vestido do baile na boneca da caixinha de música, um jogo de tabuleiro que é um labirinto e a famosa gravura de Escher pendurada no quarto idêntica à sala de escadas. Esta cena no quarto é outra muito importante para o filme, na qual ela tem que decidir se quer continuar a ser criança a voltar a seus brinquedos ou quer assumir responsabilidades que não precisa ter nessa idade. Se eu contar todas as referências e metáforas do filme, vou descrevê-lo quase por completo. Portanto, é uma experiência que precisa ser vista.

Esse é um típico exemplo de um filme mágico, daqueles que você tem medo de ver depois de adulto por ter medo de "perder o encanto", e que faz você ter aquela lembrança gostosa do seu tempo de infância. Pois bem, arrisquei. Comprei este dvd em edição dupla de aniversário. E não me arrependi.

Junto à expectativa de rever um filme querido, ficava a todo momento a sensação de aparecer algum efeito especial - que na época eu achava incrível - ficar completamente tosco ou ridículo. Bom, não vou negar que houve sim uma cena horrível (a dos bichos rosa estranhos que ficavam jogando a cabeça pra cima). Não sei se foi alguma restauração ou realmente a cena era assim, mas foi o único defeito que eu achei, ignorando os efeitos datados, que não tinham como ficar melhores devido à limitação da época. E é muito interessante (o dvd traz um making-of falando sobre isso) como a criatividade transformava os filmes, proporcionando cenas maravilhosas sem utilizar nada complexo ou computação gráfica (a cena das mãos no buraco é genial!).

Enfim, o filme continou com seu lugar de destaque, e não tenho mais receio em vê-lo e recomendá-lo para todos os que querem um momento de nostalgia assistindo a um filme de fantasia simples e emocionante. Maravilhosos cenários, ótima trilha sonora, bonecos e fantoches cativantes e uma magia que passa pro outro lado da tela.

Cotação: 9,5

PS. Outro dos atrativos do filme é a trilha sonora, toda composta por David Bowie (óbvio). Algumas músicas fazem sucesso até hoje. Seguem as letras e a tradução: 1 - Underground; 2 - Magic Dance; 3 - Chilly Down; 4 - As the World Falls Down; 5 - Within You.

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