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Entrevista com o Vampiro (1994)

Uma das mitologias mais antigas, famosas e rentáveis certamente é a que trata de vampiros, mesmo antes do livro “Drácula”, de Bran Stoker, escrito em 1897. Mas é fato que o sucesso do livro impulsionou mais ainda a “carreira” dos vampiros. Um dos mais célebres clássicos do vampirismo é justamente o filme baseado no filme de Bran Stoker, dirigido por Francis Ford Coppola, e com a presença de Gary Oldman, Anthony Hopkins e Monica Bellucci (sobre esse clássico pretendo escrever um dia, quando finalmente conseguir a versão definitiva do filme). Claro que pegando carona sempre aparece muito lixo, nos brindando com as mais variadas porcarias envolvendo vampiros, mas ainda bem que de vez em quando surgem algumas obras que conseguem retratar este tema de forma séria. Entre estas, destacam-se os livros escritos por Anne Rice.

Anne Rice publicou seu primeiro romance em 1976, “Entrevista com o Vampiro” (Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles), o primeiro da série que ficou conhecida como Crônicas Vampirescas e que no total conta com dez volumes. Neste primeiro volume Rice conta a história de Louis de Pointe du Lac, de Lestat de Lioncourt e da vampirazinha Claudia. Entre os temas abordados destacam-se questionamentos religiosos, sexuais, éticos, morais, estéticos e comportamentais em geral.

Nesta adaptação para as telas, supervisionada pela própria Rice, Daniel Malloy (Christian Slater) é um jornalista que encontra Louis (Brad Pitt), o qual resolve contar a história de sua vida. Louis foi transformado em vampiro por Lestat (Tom Cruise) após perder sua esposa e filho, mas enquanto Lestat segue à risca a conduta vampiresca, Louis mantém seu amor e respeito pela raça humana, causando diversos conflitos e dilemas morais. Num dado momento surge Claudia (Kirsten Dunst), uma criança-vampiro condenada a viver eternamente no corpo de criança. e que forma uma "família" com Louis e Lestat. A descoberta dos vampiros do Velho Mundo no Teatro dos Vampiros de Paris – onde vampiros se passam por humanos que fingem se passar por vampiros – liderados por Armand (Antonio Banderas) completam o arco que mantém a história sempre envolvente durante 200 anos, começando pelas plantações e escravidão que dominavam o sul dos EUA no século XVIII, passando pelo submundo de Paris do século XIX e terminando na São Francisco de 1994. Um belo representante do gênero “Noir”.

Não gosto de encarar este filme como terror, apesar de ser classificado como um. Antes de tudo, é um drama. Um filme filosófico, sobre questões existenciais e humanas. Gosto também de não estereotipar ou rotular os vampiros simplesmente como seres do mal., criaturas da noite ou meros chupadores de sangue. Neste filme, existem vampiros ruins e vampiros bons, assim como todo e qualquer animal, seja este dotado de pensamento ou não. Ainda assim, ninguém é de todo bom ou de todo mal. Quem é o vilão do filme? Lestat? Não seria ele apenas uma vítima das circunstâncias conformado com seu destino e seguindo o lema “para viver é preciso matar”? Você consideraria Louis o mocinho da história? Essa complexidade de perrsonagens para mim é o principal do filme.

O elenco também é um excelente chamariz. Afinal, colocar três dos maiores símbolos sexuais dos anos 90 juntos já é suficiente para atrair muitas mulheres ao cinema - mesmo que seja um filme de terror. Mas quem mais se destaca é Kirsten Dunst, na época com apenas 12 anos. Ela rouba cada cena do filme e prova definitivamente seu talento (legal vê-la atuando desde menina, antes do embaranguecimento.) Christian Slater ("O nome da rosa") não foi bem aproveitado, assim como Thandie Newton ("Crash", "Missão Impossível 2"), que faz apenas uma escrava e aparece poucos minutos.

Recentemente, assisti ao seriado da HBO True Blood, o qual também recomendo muito para quem gosta do gênero, por ser outra obra séria e madura, embora com um foco diferente. Em ambos os casos, crucifixos, alho, água benta e reflexos no espelho são apenas invenções criadas pelos próprios como um mecanismo de defesa. Afinal, se você acredita que, ao ver um homem com reflexo no espelho, este não é um vampiro, você nunca vai desconfiar que pode estar ao lado de um.

O filme não apenas traz uma história bem contada como também é tecnicamente muito bem realizado. Maquiagem, figurino, cenários, fotografia, etc, sendo indicado a 2 Oscars em categorias técnicas. Um filme que vale a pena ser visto não apenas por curiosos e interessados nesta mitologia, mas pelos apreciadores de cinema.

Cotação: 9,0

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